Dia 03- Como formar um discípulo

English version

Certamente o fator mais importante do trabalho de qualquer pessoa é o produto final, o resultado obtido. A finalidade de nosso trabalho como líderes é a formação e a edificação de vidas. Assim todo líder de célula e todo discipulador de lideres deve conhecer bem o seu trabalho e a tarefa que lhe foi confiada. Em nossas células nós pregamos, ensinamos, fazemos reuni- ões, retiros, encontros, visitamos, aconselhamos, etc. Todas essas são atividades muito importantes, mas nenhuma delas é um fim em si mesma. Elas são um meio para atingirmos o nosso objetivo. Tudo o que fazemos é com o fim de edificar e discipular aqueles que estão sob a nossa liderança. Paulo diz em Colossenses 1:28, “a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo”. Essa deve ser a aspiração de todo líder e discipulador. Todo líder precisa ter objetivos daros, concretose precisos, metas a serem atingidas nas idas aqueles que estão sob seu cuidado espi- v ritual. Uma vez que essas metas estejam claras, ele precisa também saber como alcançá-las de maneira prática. Se um discipulador não sabe para onde está conduzindo seu discípulo, ele não vai conseguir ministrar a fé devida. Todo discípulo precisa sentir que seu discipu lador sabe para onde está indo. Creio que é útil termos um roteiro básico daquilo que deve ser tratado na vida de um discípulo. Evidentemente não se trata de uma fórmula, mas apenas um sinalizador para nos ajudar nesse processo.

 A edificação pelo discipulado

Nestes dias queremos renovar o encargo pela edificação da igreja local, mas algumas vezes nos falta a clareza necessária para alcançarmos isso. Digo isso porque toleramos situações que contradizem nosso alvo, e uma delas é permitirmos líderes entre nós que não são realmente discípulos.

Eles até se dizem discípulos de Jesus, mas se recusam a aprender conosco na condição de discípulos na igreja O discipulado uma condição fundamental para que haja edificação sólida e permanente da igreja, local. Dizemos que o praticamos e temos até irmãos que são chamados de discipuladores, mas são realmente discípulos? São discipuladores de quem? Quem os segue? Quem os ouve? Precisamos definir melhor nossos termos e esclarecer expectativas. Antes de mais nada, vamos dizer o que não é discipulado. Disci- pulado não é uma classe de aula cheia de alunos com um p à frente, Salas de aulas são necessárias para se passar uma visão, e até para formar alguns discipuladores, mas uma reunião desse tipo não é discipulado. Podemos dizer que é uma boa forma de ensino mas não é o próprio princípio de discipulado em operação.

Outra coisa que não é discipulado: um relacionamento de acon selhamento esporádico, no qual uma pessoa quando precisa, quando tem alguma necessidade ou problema, procura alguém mais expe- riente, um pastor ou um líder, para receber conselho e uma luz nova sobre determinada circunstância. Isso pode ser um relacionamento de aconselhamento, mas não é discipulado. Também não é discipulado uma mera relação hicrárquica. líder não é necessariamente o discipulador do liderado. O liderado exerce uma função por causa da estrutura, mas não existe um re conhecimento espiritual do seu líder. Podem até chamar o líder de discipulador, mas na prática é só um título hierárquico. Porque nada disso é discipulado?

Porque ocernedo discipulado não é uma programação humana e nem a estrutura de uma orga nização, mas vínculos fortes entre alguém com coração ensinável e um discipulador aprovado. O centro do discipulado são vínculos, ligaduras no espírito, alianças profundas, compromisso de submis- são, de andar na luz, de se deixar tratar Esse comprometimento é que define se o relacionamento é ou não discipulado. Esse vínculo é o compromisso pelo qual aceito o desafio de andar na luz com alguém, e herdar o seu manto”, submeter-me a ele e abrir m meus conceitos errados. Esses vínculos éque definem o discipulado. Discipulado é vínculo íntimo e sólido entre duas pessoas discipulador e discípulo”. O discípulo, que deve ser aberto, maleável, tratável e ter um desejo de ser formado em Deus, será conduzido por um discipulador: alguém cuja vida cristã global foi aprovada e anteriormente discipulado por outrem, para levá-lo a uma posição mais elevada em Deus de aprendizado da Palavra e de vida.

Entrar no padrão do discipulado é entrar no estilo de vida de Jesus. Somos convidadosaviver uma vida de despojamento, negando nos a nós mesmos e diariamente tomando a cruz. O convite é para servirmos, honrarmos e nos submetermos. É mais do que algo exterior, é uma renúncia completa a ocuparmos o primeiro lugar, seja qual for ocontexto. ase não esta no quanto de unção, autoridade e revelação eu tenho ou posso vir a ter, mas no quanto estou disposto a abrir mão para aprender. O convite é para nos humilharmos, eswaziarmo-nos de nós mesmos e então começarmos a crescer, pois o alvo do discipulado é o crescimento. A promessa de Jesus é infalível: “Aquele que se humilhar será exal- tado”; “Humilhai-vos, portanto, diante de Deus e Ele vos exaltará Discipulado é viver uma vida de renúncia. Mas por que deve renunciar? Porque essa é a única forma que Deus tem para produzir em nós o quebrantamento ea real dependencia dEle que é o caminho para a maturidade.

 As bases do discipulado

A primeira base de edificação de um discípulo é o reconheci mento do Senhor Jesus como rei. Isso significa que cada um precisa entender que, ao ser introduzido no reino de Deus, foi colocado debaixo de um governo de autoridade, onde Jesus Cristo é o único rei. Conversão significa mudança de governo. A partir de agora, a Palavra de Deus é a base de nossa vida. Nesse reino existem leis e ordenanças, onde autoridades delega das foram instituídas. Se uma pessoa não reconhece autoridade não pode ser edificada, não há como ser discipulada. Não aprendemos a submissão no discipulado, mas a submissão é primeira condigao e a base do discipulado.

Toda atitude de rebeldia e insubmissão deve ser abandonada e toda postura arrogante deve ser rejeitada. Assim, a primeira base de edificação e discipulado é a submissão à autoridade. No decorrer dos anos, temos visto que a causa de muitos proble- mas foi tentar discipular alguém que não havia se colocado numa posição de discípulo, com um coração humilde e submisso A segunda base do discipulado é a transparência. Somos trans- parentes quando confessamos nossos pecados. João diz que”Deus é luz, e não há nele treva nenhuma.

Se dissermos que mantemos comunhão com ele e an os nas trevas, mentimos e não pra ticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros… (Jo 1:57). Só hi comunhão genuína na luz. João também diz que”Sc dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós-l. Se dissermos que não temos comotido pecado, f mentiroso, e a sua palavra não está em nós(I Jo 1:8, 10). Alguns discípulos simplesmente nunca confessam coisa alguma, isso indica um coração orgulhoso e independente. Tiago diz para confessarmos os nossos pecados para sermos curados(Tg 5:16).

Quando confessamos o nosso pecado, torna-se mais dificil ele se repetir e somos guardados do tentador quando crescemos no temor de Deus. Paulo diz para não darmos lugar ao diabo e certamente uma forma de fazermos isso é trazendo segredos de pecados ocultos que produzem acusação e culpa 4:27). O inimigo sabe tirar proveito quando há áreas ocultas. Quando confessamos nosso pecado para um discipulador amo- roso e firme, somos exortados e corrigidos, mas também somos ajudados no dia da luta.

A terceira base para a edificação no discipulado é o enchimento do Espírito Santo. É a ação do Espírito Santo em nós que nos torna dóceis à sua Palavra. É Ele que nos faz ver, testificando no nosso coração que a palavra de nosso discipulador procede de Deus. Depois disso a pessoa está pronta para ser edificada na”sua ma- neira de viver”. Um discipulado eficiente deve estar alicerçado nessas bases. Não adianta tentar discipular uma pessoa rebelde, que não é transparente e que nunca foi cheia do Espírito Santo.

 A maneira de viver

Certamente a primeira coisa que um discipulador precisa atentar é para a maneira de viver de seu discípulo, seu estilo de vida. Pedro diz que fomos resgatados do fútil procedimento que nossos pais nos legaram Pe 1:18). Todos nós recebemos ou hcrdamos de nossos pais, antepassados, familiares e das pessoas que nos rodeiam uma determinada maneira de viver. O que é a maneira de viver? Nossa maneira de viver pode ser dividida em quatro aspectos:

  • Estilo de vida são os nossos gostos, preferências e costumes;
  • Conduta aponta para aquilo que fazemos e falamos;
  • Forma de pensar representa a nossa escala de valores;
  • Forma de ser aponta para o nosso temperamento.

Tudo isso nós herdamos em nossa história de vida, mas hoje do passado podem ser rompidas pelo poder do Senhor operando em nós. Todas essas quatro áreas serão completamente afetadas quando o discípulo entender o senhorio completo de Cristo sobre ele. o que faz um irmão se tornar um discípulo é justamente a compreensão do Evangelho do Reino. O Evangelho do senhorio do Senhor Jesus. Um evangelho diluído é ineficaz para romper com as cadeias do passado. Somente o Evangelho do Reino, apresentando a Jesus como Senhor, nos dá a base sólida para edificar uma vida.

Como o discipulador pode formar um discípulo?

  • Desenvolvendo com ele uma relação de amor e cuidado.
  • Orando pelo discípulo, dependendo do Senhor e da direção do Espírito Santo.
  • Fazendo coisas juntos, com companheirismo.
  • Animando e estimulando a fé do discípulo.
  • Avaliando os resultados e supervisionando o trabalho do discípulo
  • Dando diretrizes claras e específicas. Existem quatro níveis de instrução:
  • Básica – é geral e se aplica à vida como um todo.
  • Pelos problemas é específica para resolver determinado problema.
  • Formativa – é aquela que mostra como a pessoa deve ser, segundo o padrao de Deus.
  • Para alcançar maturidade- é em função de torná-lo unção servo util.

O discipulado através do estabelecimento das metas

A melhor maneira de conduzirmos um relacionamento de disci pulado é identificando as áreas que precisam ser edificadas, e então estabelecermos metas para o discípulo. Uma vez que essas metas foram estabelecidas, o discípulo deve agora prestar contas ao discipulador de como tem avançado, e o discipulador, por sua vez, deve prover meios e estratégias para ajudar seus discípulos a atingilas as metas ou alvos são objetivos estabelecidos para a vida de um discípulo, que o ajudarão a avançar na vida cristã e a tornar-se cada vez mais como Jesus. Todos nós vivemos mais ou menos movidos por metas, o problema é que muitas vezes colocamos metas erradas e frequentemente não temos a quem prestar contas de nossos avanços.

Assim, o discipulador precisa ser bem claro que edificar a vida de um discípulo é mais que ajudar a resolver os problemas pessoais dele, é completar o que falta para alcançar a meta proposta. Orando noite e dia, com máximo empenho, para vos ver pessoalmenree reparar as deficiàncias da vossa fe (ITs3:10) De maneira geral, o discipulador precisa estabelecer metas em areas como no Transformação do caráter e santidade humildade, mansidão, generosidade, temperança, etc. Gl 5:22) Prosperidade financeira trabalho, vida digna, salário melhor, vida profissional. vida familiar estável e harmoniosa de acordo com o pro pósito e padrão de Deus. Relação correta com Deus vida de fe e orientação do Espírito Santo.

Disposição para servir ser disponível para a expansão do reino de Deus, liderança uando estabelecemos metas corretas, claras e definidas para um discípulo, devemos logo determinar os passos a serem dados para alcançi-las. Além disso, precisamos analisar o valor da mera e o esforço que se empregar. Em alguns casos, podemos de vai o tempo ou o prazo para se alcançá-las. Quando houver clareza sobre os objetivos que se quer alcançar, então se devem determinar os passos para a conclusão Vamos tomar o exemplo de um casal jovem rumo ao casamento. Os dois são fiéis ao Senhor, estão firmes na igreja, são líderes em treinamento, têm idade suficiente e querem se casar. Ele, porém, não tem profissão e nem trabalho.

O discipulador deve começar fixando metas para um ano, por exemplo. O que ele deverá ter al- cançado neste tempo Trabalho-meta: seu próprio negócio ou profissão definida. Casa-meta: sua própria casa ou um terreno para construir. Se essa meta for demasiadamente alta, então pode-se defi nir, pelo menos, a capacidade de pagar um aluguel digno. Noivado meta: casamento Obra do Senhor meta: liderar uma célula. Vamos tomar mais um exemplo: Um casal com problemas de caráter Eles já não conseguem se comunicar e estão a ponto de separar-se. O discipulador pode fixar metas como: Fazer o curso de casais. Colocar-se à disposição dos dois para buscar a solução dos problemas. Fixar metas com respeito ao caráter. Por exemplo, para o homem Fazer uma lista das coisas em que acha que está mal Fazer outra lista com as características que gostaria de ter 8 of 8 Conquistar o amor da esposa com atitudes práticas.