Day 10- Abusos no discipulado

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Pastoreai o rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho. 1 Pedro 52,3

Eu considero que meu ministério pastoral começou no início de 1986. Naquele ano a liderança da igreja me encarregou de liderar os jovens, então um pequeno grupo de cerca de 80 pessoas. Eu não tinha nenhuma experiência, mas, juntamente com o Pr. Marcelo Almeida, tinhamos uma grande fome de Deus e queríamos muito ser usados por Ele para edificar uma obra que causasse impacto na vida daqueles jovens. Não tinhamos muita clareza do que fazer, mas naquele inicio de ano havíamos entrado em contato com irmãos da Comunidade da Graça e aprendemos sobre algo que desconheciamos: o discipulado. Aquilo nos marcou profundamente e decidimos que precisávamos praticar o discipulado.

Pegamos todo o material que eles tinham repassamos para aqueles que seriam nossos discípulos. Nunca havíamos sido discipulados e não tínhamos a menor noção de como fazer. Apenas era algo revolucionário e  estávamos dispostos a fazer uma revolução.

Nem preciso dizer que realmente aplicamos todo o discipulado que entendemos e o resultado, a princípio, fora realmente maravilhoso. Nosso grupo de jovens cresceu de apenas um punhado para mais de quinhentos jovens em pouco mais um ano. Mas os vnossos erros não demoraram a aparecer.

 O que era para ser um estilo de vida se transformou apenas em um método de trabalho, e o que era para ser um meio de levar discípulos a maturidade tornou-se um fim em si mesmo. Muitos começaram a radicalizar o processo e, com tristeza, vimos discipuladores dominando as pessoas, exigindo delas total submissão a sua autoridade sem mostrar amor nem realidade espiritual. Pequenos tiranos começaram a dominar o rebanho, e logo, algo que era realmente bíblico tornou-se uma fonte de tristeza e ferimentos para muitos de nós.

Sem dúvida, praticamos pelo menos um pouco do genuíno pulado, pois quase todos os nossos discípulos se tornaram pastores e líderes de destaque tempos depois, mas aqueles excessos produziram em mim uma certa resistência. Durante anos continuei pessoalmente praticando o discipulado, mas tinha receio de estimular sua prática no meio de nossa igreja. Hoje, depois de fazer uma profunda avaliação do método e examinar os excessos do passado, entendemos que a edificação da igreja passa pelo verdadeiro discipulado. Existem, no entanto, perigos no relacionamento de discipulado.

Você precisa estar atento a certos desvios que poderão ocorrer no seu relacionamento com seus discípulos. Quero enumerar aqui algumas advertências, que são também princípios, para o relacionamento entre o discípulo e o seu discipulador.

1. AS RELAÇÕES DEVEM SER COMPATÍVEIS

Antes de mais nada, precisamos mencionar alguns tipos de relacionamentos impróprios no discipulado. Evita-los só trará benefícios à obra de Deus.

A. SOLTEIROS NÃO DEVEM ACOMPANHAR CASADOS EM SEUS PROBLEMAS MATRIMONIAIS E FAMILIARES

Os problemas de casais só devem ser tratados por quem é casado e tem experiência na esfera familiar. E os problemas sexuais, principalmente, são os mais difíceis para um solteiro resolver. E claro que podem ocorrer exceções, mas estou convencido de que serão bastante raras.

B. OS RAPAZES NÃO DEVERIAM DISCIPULAR AS MOÇAS E VICE-VERSA

Embora um rapaz possa levar uma moça a Cristo e vice-versa, não     deveria ser ele o seu discipulador. O mesmo se aplica às moças,ou seja, não é prudente uma moça discipular um rapaz. Obviamente nosso receio é que surja um envolvimento emocional entre eles. Os riscos desse envolvimento estão sempre presentes, e a relaçäo pode acabar num clima romântico. Se ambos forem já maduros, creio que não há problemas, e se o discipulado for feito em grupo, os riscos seriam diminuídos. Mas, regra geral é melhor que rapazes discipulem rapazes e moças discipulem outras moças.

C. HOMENS CASADOS NÃO DEVEM ACOMPANHAR MOÇAS E MULHERES CASADAS, E MULHERES CASADAS NÃO DEVEM ACOMPANHAR RAPAZES E HOMENS CASADOS

Você nunca deverá discipular uma mulher casada, a menos que sua   esposa participe diretamente do processo. Isto significa que você só fará o discipulado de uma mulher com sua esposa presente em todos os encontros.

Além da evidente aparência do mal, o marido não crente vai odiar se um homem vier aconselhar a sua esposa na sua casa.

D. É MELHOR QUE O DISCIPULADOR SEJA MAIS VELHO

Quando o discípulo for muito o mais velho ou muito mais experiente que o discipulador, há o risco de, em vez de salgar ,o discipulador venha a ser salgado pelo outro; em vez de influenciar, acabe sendo influenciado, e isso seria uma completa inversão de papeis no discipulado. Além disso, e muito embaraçoso para um homem mais velho ser discipulado por um jovem.

2. CUIDADO COM A MANIPULAÇÃO E A DOMINAÇÃO

Cuidado com o assenhoreamento sobre a vida do discípulo . A Palavra de Deus diz para guardarmos o rebanho de Deus entre nós, não como constrangidos, mas espontaneamente, como Deus quer; não como dominadores dos que nos foram confiados, antes tornando-nos modelos do rebanho (I Pe 5:2-5)

A primeira coisa que temos que afirmar com muita clareza convicção é que todo discipulado é primeiramente a Cristo, todo discípulo é antes de tudo um discípulo de Cristo. O discípulo deve ser discípulo de Cristo e não de homens!

Há uma tendência muito sutil no trabalho de discipulado de se deixar levar pelo legalismo e pelo controle da vida do discípulo. Discipuladores, quando desconhecem as exigências de Jesus, impõem suas próprias exigências. ouvi pastores afirmando que as pessoas gostam de ser cobradas, de serem exigidas a vestir e a se comportar desta ou daquela maneira, e que elas gostam de proibições. Alguém já chegou a afirmar que os crentes gostam de pregadores que batem porque passam a ideia de um Evangelho mais sério. Mas o que temos muitas vezes é apenas legalismo humano. Assim, irmãos que vivem sob a tutela de líderes dominadores abrem espaço para um discipulado onde o homem, e não Jesus domina o discípulo. Nenhum de nós, infelizmente, está livre so. Pode ser que em nosso meio não se imponham na maneira de vestir, de se pentear, de usar ou nâo usar barba, mas sempre existe a tendência , mas sempre existe a tendência de querer impor a opinião pessoal do discipulador nessas e noutras questões.

Já vi casos em algumas lgrelas onde discipuladores e pastores opinam ate sobre a frequência da atividade sexual de seus discipulos! Mas tragedla é quando as opiniões de discipuladores e líderes dominadores influenciam o futuro das pessoas negativamente.O discipulador começa opinando sobre pequenas coisas, mas pode acabar querendo determinar com quem o discipulo deve se casar,quantos filhos deve ter, etc.

3. NÃO FAÇA DO DISCIPULADO UM CURSO INTENSIVO

O processo de discipulado é, antes de tudo, uma transferência de vida e não meramente uma transferência de conhecimento. Muitos discipuladores transformam o relacionamento de discipulado num curso de pós-graduação espiritual. Priorize o relacionamento e ensine quando as circunstâncias o exigirem. O melhor é es erar ue o Espírito Santo crie situa ões de tratamento no caráter, ou de ensino de princípios espirituais. Tenha muito cuidado para não tentar criar situações artificiais de ensino ou de tratamento do caráter. É preciso aprender o verdadeiro caminho para a prática do discipulado. Lembre-se constantemente que o discípulo é de Cristo.

Nossa missão é treina-lo e ajuda-lo, levando-o a crescer na fé. Jamais devemos impor nossa vontade sobre um discípulo, mas ensina-lo que tem de submeter-se totalmente à vontade de Cristo.

O discipulado como forma de treinamento é sumamente importante  para a vida da Igreja e para a extensão do reino de Deus. Num discipulado existe treinamento. Primeiramente aquele treinamento que nos leva a sermos discípulos de Cristo, a ter um compromentimento com Ele Depois, poderemos desenvolver um treinamento mais especifico preparando o discipulo para fazer a  obra de Deus! Mesmo assim, temos que entender que o discipulado não é algo eterno.

4. SIRVA O SEU DISCÍPULO

Evidentemente, a autoridade e a submissão são bíblicas fato de um discípulo se    submeter a um discipulador não comprova que ele se submete ao Senhor. Nenhum discipulado funciona apropriadamente se o ensino claro sobre submissão não for precedido ou acompanhado pelo ensinamento do amor e do serviço. Não que a autoridade e a submissão não precisem ser enfatizadas, mas elas nâo têm preeminência sobre a lei do amor. Na realidade, algumas vezes enfatizamos a autoridade e a submissão mas nos esquecemos de dar qualquer ênfase à lei principal de que é a lei do amor. Discipuladores que exercem autoridade sem o coração cheio de amor costumam se tornar tiranos, ignorando completamente as necessidades do discípulo.

Lembre-se que se por um lado o discípulo precisa ser submisso, por outro lado o discipulador precisa entender que ele é o servo do discípulo e não o dono. Deve ensinar-lhe o conselho de Deus e não os seus gostos e costumes pessoais. Deve preservar a iniciativacas qualificações pessoais do discípulo. Devemos ter em mente a visão de Deus sobre autoridade. No mundo autoridade é sinal de posição e domínio, mas no reino de

Deus a autoridade vem quando servimos em amor (Marcos 10.43).

Devemos entender que, como discipuladores, devemos servir dando três coisas fundamentais ao nosso discípulo. Em primeiro lugar, devemos dar a nós mesmos. ]esus não dava reuniões e dava a si mesmo (João 1:38-59; Marcos 2: 1 5). Dar a si mesmo, seu tempo, seu interesse, sua amizade. Deixar-se envolver, ter encargo, zelar, orar. Temos que dar nossa casa, nosso amor, nossa Vida. Em Segundo lugar, devemos dar exemplo. ]esus era exemplo. Ele disse, “vinde e vede”, e nâo, “vinde e ouvi”. Nos também devemos dizer “vinde e vede”. Devemos chegar a dizer: “Sede meus imitadores como eu sou de Cristo”. Isso não é pretensão. Jesus não era pretencioso, nem Paulo. Deus é que nos torna expemplos pela vida de Cristo em nós.

E em terceiro lugar, devemos dar a Palavra de Deus. Jesus instruiu com Palavra (João 15:3). Ele estava constantenemente mostrando a vontade do Pai. Ele ensinava e orientava em toda parte e em todo tempo. No templo, em casa, no caminho, no barco  (Marcos 10.1).

Jesus dava ensino para todas as areas da vida. Nós temos que ensinar os discipulos e guardar todas as coisas que Jesus ordenou.

5. NAO SEJA LEGALISTA

Não tente mudar a pessoa baseado no seu preconceito pessoal. Não queira mudar o exterior se o interior ainda não foi mudado. Não se prenda a coisas exteriores, mas leve o discípulo ter uma experiência intima e profunda com Deus.

As questões de comportamento social quanto ao que se deve ou não fazer, ao que   é pecado ou nâo, o Espírito Santo orientará a cada discípulo. Não se pode criticar um irmão e julga-lo porque vai ao cinema ou ao futebol, nem dizer a um novo convertido que não deve fazer isto ou aquilo. O discipulador pode testemunhar da razão por que ele faz ou não faz alguma coisa, mas jamais deve fazer da sua maneira de viver uma lei para todos. A função do discipulador é ensinar o discípulo a ouvir o Espírito Santo e ser guiado por Ele, além de mostrar nas Escrituras o padrão de Deus.

Qualquer método de discipulado que induz as pessoas a seguirem um líder e a obedecer a regras e não Cristo é fundamentalmente maligno! Todo discipulado deve levar as  pessoas a serem como Cristo e esse deve ser o grande alvo de todo discipulo.E tudo o que tirar Cristo do centro , seja um metodo bom ou um otimo sistema de discipulado , deve ser completamente removido do nosso meio.

6. CUIDADO COM A NEGLIGÊNCIA

Não seja negligente com a pontualidade e tambem nao desmarque um encontro na ultima hora a nao ser que haja uma razão realmente forte para isso. Os discipulos se ressentem dessas atitudes que eles interpretam como sendo indisposição, má vontade ou rejeição mesmo. Lembre-se que voce é para ele o padrão de cristão , portanto, cuidado para não decepcioná-lo  com atitudes como falta de pontualidade, inconfidencialida e, etc.

7.CUIDADO COM O HORÁRIO

Não faça um encontro com mais de uma hora de duração . Evite tomar  tempo do discípulo desnecessariamente. Seja cuidadoso  para não ter encontros em horários impróprios, como muito far. de da noite, nem em lugares muito movimentados onde não seja possível a privacidade.

8. CUIDADO COM A APARÊNCIA

Não há nada de errado com roupas informais como bermudas e camisetas, mas seja cuidadoso com a higiene pessoal: limpeza, odores e aparência geral. Se o encontro for na casa do discípulo, seja ainda mais criterioso com a aparência.

9. NÃO TENTE RESOLVER PROBLEMAS COMPLEXOS

Pessoas com problema de drogas, alcoolismo, travestismo, prostituição, depressão profunda, envolvimento severo no satanismo e outras dificuldades semelhantemente graves, exigëm Um acompanhamento especializado. Procure O seu pastor. Não tente o que está além de sua capacidade e maturidade. Tenha humildade de reconhecer que você não é a pessoa apropriada fazer tais acompanhamentos.

10. CUIDADO COM O ZELO SEM SABEDORIA

Ficar guardando o discipulo o tempo todo compromete a vida espiritual dele. Os crentes superprotegidos são inseguros e necessitam constantemente de “mamadeira”espiritual. Não faça tudo por ele, deixe que se esforce um pouco tambem. Por exemplo, voce não tem que buscá-lo de carro para todas as reuniões da igreja ou da célula. Assim como as crianças podem ficar mimadas, os discipulos também os outros aspectos da vida cristã. Deixe que ele ande com as proprias pernas.

11. SEJA MODERADO NO CUIDADO COM O DISCÍPULO

O cuidado exagerado pode ser perigoso. A consequência disso será que o discípulo se cansará de você e da igreja. Se ele se sentir sufocado, fugirá, e o inimigo acabará por arrastá-lo de volta ao mundo. Vamos ilustrar. Certo dia, o pastor disse:

  • João quero confiar  Pedro aos seus cuidados. Quero que você seja o discipulador dele.
  • Pode contar comigo, pastor, o meu sonho era ser um discipulador na igreja. Estarei          atento aos passos dele, garantiu. Montarei uma vigilância constante.

Mas o que o pastor não esclareceu, nem joão perguntou, era até onde ele poderia ir nessa vigilância, sem sufocar o outro. E Joäo levou muito a sério a incumbência de ser um discipulador. Nos dias que se seguiram, logo ao se levantar, Joâo telefonava para Pedro. E repetia o mesmo ao meio-dia e à tarde, sem lhe dar tregua. E mais, cumprindo sua obrigação “, sua todas as noites ia visita-lo, constrangendo-o e tirando sua liberdade. E ainda acrescentou uma longa lista que ele “não devia fazer”; e como se isso não bastasse, vigiava-o de empreita  cada vez que Pedro saia de casa. Ao fim de duas semanas,o  pobre discipulo desapareceu da igreja de forma repentina .Isso é mais comum entre os jovens, por isso Paulo ordenou a Tito que exortasse os jovens a serem “moderados”.

Exorta semelliantemente os jovens a que sejam moderados. Tt 2:6.

Tenha equilíbrio. Respeite  privacidade do outro e não carregue com excesso de atenção.

12. NÃO PERMITA A SUPER-DEPENDÊNCIA 

Quando a ênfase na autoridade no discipulado é muito leva alguns irmãos a dependência de seus discipuladores em tudo.

Os pastores e discipuladores passam a ser o seu guia espiritual, decidindo tudo   pela pessoa. Eles decidem se o discípulo deve ou não vender o carro, se viaja ou não, se deve ou não se relacionar determinada moça ou rapaz! Esse nível de autoridade e de governo dos discipuladores sobre os discípulos produz sensação de tranquilidade e passividade naquele que está sendo discipulado. Afinal, ele já não precisa decidir sobre nada e nem mesmo preocupar-se em ora; respeito. Seu discipulador cuida de tudo! E tem gente que gosta disto! Os discípulos sentem-se tranquilos porque já não precisam orar nem buscar a Deus sobre este ou aquele assunto, nem correm o risco de tomar decisões erradas. Se alguém errar, será o discipulador.

Isso não é discipulado, é manipulação espiritual.

No discipulado verdadeiro ensinamos os novos e os velhos a dependerem de Deus e a buscarem Sua vontade. Podemos aconselhá- los sem impor nosso ponto de vista ou nossa autoridade. Mas o problema está exatamente aqui: por causa da ênfase na autoridade, Sempre que aconselhamos, achamos que o nosso conselho tem que ser seguido à risca. Somos os profetas dos últimos dias, que recebemos toda a verdade para conduzir as pessoas na vida cristã. Quando não somos obedecidos, nossa tendência é rejeita-los. E claro precisamos dar orientações claras aos discípulos. Entre elas aa de que devem buscar em Deus a resposta e não em nosso conselho!

Como agir numa situação em que o discípulo procura orientações ? Uma atitude simples é orarmos juntos e levá-lo a tomar uma decisão. O discipulador deve mostrar todas as saídas possíveis e deixar o discípulo decida. Se como discipuladores não entendemos certos assuntos, devemos recomenda-lo a buscar o conselho de pessoas daquela área específica. E em seguida, deixa-lo decidir.Se decidir corretamente, amadurecerá no Senhor. Se errar, amadurecerá no Senhor. Se errar m mais rapidez ainda! E jamais devemos culpa-lo por um eventual erro, nem devemos nos culpar também.

O discipulado autoritário, ao invés de produzir maturidade, produz imobilidade espiritual. A pessoa “cresce” com eterna dependência em tudo, não aprende a depender de Deus e a buscar Cristo nas mínimas coisas.

13. NUNCA VIOLE PRIVACIDADE

Não ultrapasse os limites da privacidade do discípulo, tanto a nível pessoal quanto familiar. Uma coisa é o discípulo espontaneamente contar, confessar, confidenciar algo de sua intimidade;outra bem diferente é o discipulador forçar a entrada ou invadir sua privacidade.

Quando a convicção de pecado provém da atuação do Espírito Santo, naturalmente o discípulo buscará a sua ajuda como irmão em quem confia e abrirá o coração com você.

Existe uma tendência muito sutil de “posse” sobre as pessoas; de levar os discípulos a uma total submissão ao seu discipulador, e não a uma dependência de Cristo.

De forma bastante sutil, prende-se as pessoas ao seu discipulador e não a Cristo.  “E o meu discípulol” E fica no ar aquele sentimento posse, pois por ser “seu discípulo , o discipulador acredita que tem controle sobre ele. O discipulador passa amo que, com um simples estalar de dedos, atrai os olhos dos discipulos .

Este se torna um servo do seu mestre, contrariando tudo o que Jesus ensinou.

No passado vi um discipulador dizer a seu discípulo podia se relacionar com uma moça porque ele achava bom, porque ela, sob seu ponto de vista, nao era moça

Ideal para ele! Alguem chegou mesmo a pensar que poderia opinar até sobre qual carrereira profissional o discipulo deveria seguir . É posse total sobre as pessoas! Infelizmente, isso existe! Nunca Posse permita que isso aconteça entre nos.

Nesses mais de vinte anos formando discípulos, muitos dos quais hoie estao   atuando no ministerio, descobri quanto mal uma  interpretaçao erronea do discipulado pode fazer à igreja!

14. NÃO FAÇA NEGOCIOS COM O DISCÍPULO

Durante O tempo de discipulado você não deveria fazer tipo de negócio com o seu discípulo. Ele ainda não tem maturidade e é algo muito pequeno poderia ainda destruir a relaçäo. Além disso, não dê nem empreste dinheiro a ele. Evidentemente o contrário é verdadeiro: nâo peça dinheiro, nem mesmo emprestado, ao discípulo. Se você sentir de Deus de ajuda-lo, faça-O de maneira anônima. Não é bom que discípulos se tornem sanguessugas dos seus discipuladores.

15. EVITE FAZER CRÍTICAS

Julgar não ajuda em nada. Censurar e “pegar no pé” nunca mudam as pessoas. Ninguém gosta de ter alguém censurando-o todo tempo. Como discipulador, você é um motivador. Tenha sempre uma palavra positiva e de fé para levantar O ânimo do discípulo. Lembre-se que você É um consolidador de alicerces e não um dinamitador de autoestima.